EUA querem contratar os guerrilheiros de Faluja

Uma força militar que os EUA pretendem formar para pacificar as guerrilhas de Faluja poderá ser muito parecida com a própria guerrilha. A unidade, de 1.000 integrantes, será liderada por um general que serviu a Saddam Hussein, e a folha de pagamento, financiada pelo governo americano, contemplará os mesmos agressores que vêm abrindo fogo contra soldados da coalizão. Numa manobra semelhante à estratégia adotada no Afeganistão, os Estados Unidos parecem estar cooptando e recrutando em meio às fileiras do inimigo.Uma autoridade militar americana disse que é ?muito provável? que o Exército de Proteção de Faluja, que atuará sob as ordens dos fuzileiros navais dos EUA, venha a incluir alguns dos guerrilheiros que tomam parte do levante na cidade - principalmente mercenários que aderiram à rebelião por dinheiro e ex-soldados que perderam o emprego quando os EUA dissolveram o Exército de Saddam.A autoridade, que falou sob a condição de não ter seu nome revelado, acrescentou que os guerrilheiros do ?núcleo? da rebelião e radicais islâmicos não serão incluídos na oferta de emprego.

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