EUA querem desenvolver nova cepa de anthrax

A Agência de Inteligência da Defesa planeja desenvolver pequenas quantidades de uma variante potencialmente mais forte da batéria que gera o letal anthrax, disseram nesta terça-feira oficiais do Pentágono."Nós planejamos seguir em frente" assim que as revisões legais internas forem concluídas e o Congresso dos Estados Unidos for plenamente informado, disse Victoria Clarke, porta-voz do secretário da Defesa dos EUA, Donald H. Rumsfeld.A existência do projeto foi revelada nesta terça-feira pelo jornal The New York Times, segundo o qual este faria parte de um esforço de pesquisas mais amplo para melhorar as defesas norte-americanas contra agentes biológicos.Rumsfeld identificou as armas biológicas como uma das mais latentes "ameaças à segurança nacional".Na opinião de especialistas entrevistados pelo jornal, os Estados Unidos estão desafiando os limites do tratado global que proíbe a produção de armas biológicas.Um acordo assinado em 1972 impede a produção e aquisição de armas que possam disseminar enfermidades, mas permite experiências sobre vacinas e outras medidas preventivas.Clarke diz que o objetivo de desenvolver uma nova cepa do anthrax é "estritamente defensiva". Segundo ela, o objetivo é garantir a existência de uma vacina eficiente no caso de alguma arma biológica ser utilizada contra soldados norte-americanos.Ela disse ainda que veio a público em 1997 a informação de que a Rússia também poderia estar desenvolvendo uma nova cepa. O governo norte-americano pediu à Rússia que enviasse amostras para que pudesse testar vacinas, mas nenhuma amostra foi fornecida."Nós temos uma vacina eficiente contra todas as cepas conhecidas de anthrax", disse ela a jornalistas no Pentágono."Queremos apenas garantir que estejamos preparados para qualquer surpresa, que estejamos preparados para qualquer coisa que possa acontecer e que possa representar uma ameaça. Por isso, no começo deste ano, a Agência de Inteligência da Defesa começou a pesquisar como poderíamos desenvolver uma cepa modificada de anthrax para testar nossas vacinas contra ela", justificou.Ela garantiu que ainda não foi produzida nenhuma nova cepa da bactéria letal.

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