EUA querem diálogo direto com a Coréia do Norte

O vice-secretário de Estado norte-americano, Richard Armitage, afirmou que os EUA vão abrir um diálogo direto com a Coréia do Norte sobre o programa nuclear militar desse país. "É claro que vamos manter conversações diretas com os norte-coreanos", disse Armitage durante uma audiência com o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.O regime comunista norte-coreano, um dos países que compõem o "eixo do mal", segundo a definição do presidente George W. Bush, recentemente anunciou a reativação de seu programa nuclear, em reação à suspensão dos envios de petróleo dos EUA. A política norte-americana em relação ao país tem sido a de "dialogar, mas não negociar".Armitage descartou a possibilidade de os EUA aceitarem a proposta norte-coreana de negociações para um tratado de não-agressão. Ele também disse que o Pentágono está estudando a possibilidade de aumentar a presença militar naquela região, "para o caso de a Coréia do Norte, de alguma maneira, tentar aproveitar-se do fato de nosso foco estar concentrado no Iraque".Em Seul, o comandante das forças norte-americanas na Coréia do Sul, general Leon LaPorte, negou os informes de que tenha pedido reforços. Os EUA têm cerca de 37 mil soldados na Coréia do Sul. A declaração de LaPorte foi feita depois de o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, ter dito que o Pentágono está estudando a possibilidade de enviar um porta-aviões para a região da península coreana e também aumentar o número de bombardeiros baseados em Guam, no arquipélago das Marianas.

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