REUTERS/Oswaldo Rivas
REUTERS/Oswaldo Rivas

EUA querem eleição neste ano na Nicarágua para frear novas sanções

Americanos ameaçam o governo de Ortega com sanções caso não haja votação em 2018

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2018 | 22h11

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira, 19, que “todas as cartas estão na mesa” em relação a Nicarágua e apenas a convocação de novas eleições e a saída de Daniel Ortega da presidência poderão evitar novas sanções ao governo nicaraguense.

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“A campanha brutal de violência de Ortega deve cessar imediatamente”, afirmou na quinta-feira, 19, o embaixador Todd Robinson, conselheiro para assuntos da América Central do Departamento de Estado americano. “Para garantir a paz duradoura devem ser feitas, o mais cedo possível, eleições livres e transparentes.”

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Uma semana depois de aplicar sanções contra diferentes autoridades sandinistas, e depois da violência do governo na retomada de redutos de opositores em Masaya, Washington exortou México, Canadá e a União Europeia a também adotar medidas contra Ortega. Pelo menos três autoridades do governo de Ortega já tiveram bens e aplicações financeiras bloqueados nos EUA. 

“As sanções são importantes e efetivas para evitar que as autoridades nicaraguenses usem nosso sistema financeiro em seu benefício”, disse Robinson. “Vamos seguir investigando e revisando nossa lista de possíveis sancionados.” 

Os EUA querem coibir a violência da Nicarágua, que já deixou 285 mortos e 1500 feridos segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. “São civis, gente que está protestando contra as ações de seu governo, e tem o direito constitucional de fazê-lo”, declarou. Os EUA foram um dos patrocinadores da resolução da OEA na quarta-feira, que critica a violência do governo de Ortega e pede a antecipação das eleições no país.

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No dia em que Ortega e seus seguidores comemoram o 39.º aniversário da revolução sandinista, Robinson comparou a situação na Nicarágua com a da Venezuela, um dos poucos aliados do regime nicaraguense. “O regime de Ortega está esmagando seu próprio povo como faz Nicolás Maduro na Venezuela”, disse. / AFP, EFE e REUTERS


 

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