EUA querem finalizar campanha militar contra Estado Islâmico até meados de 2017

Em 2014, governo de Barack Obama fixou prazo de três anos para acabar com jihadistas; operação foi ampliada à Síria

O Estado de S.Paulo

29 Junho 2016 | 10h13

WASHINGTON - Washington espera concluir a campanha militar contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) até o fim do verão americano de 2017, informou um alto funcionário americano na terça-feira.

No início da intervenção internacional no Iraque, em agosto de 2014, o governo do presidente Barack Obama fixou um prazo de três anos para acabar com o grupo. A operação foi ampliada à Síria em setembro do mesmo ano.

"Queremos que a campanha vá muito mais rápido", declarou a uma comissão do Senado americano Brett McGurk, representante especial do presidente Barack Obama na coalizão antijihadista.

A diplomacia americana explicou que McGurk esteve no Iraque na semana passada para discutir com o governo em Bagdá sobre o ataque a Mossul, a segunda maior cidade do país, em poder do EI e principal objetivo militar da coalizão.

"Não queremos fixar prazos" para recuperar a cidade, mas "queremos chegar lá o mais cedo possível", disse a comissão de Assuntos Exteriores do Senado.

As forças iraquianas acabaram de recuperar a cidade de Fallujah, a oeste de Bagdá, e se aproximam de Mossul, ao norte.

"O território ocupado pelo EI está sendo reduzido", destacou McGurk, acrescentando que em 18 meses o grupo perdeu "50% do território" conquistado no Iraque e "20%" na Síria. /AFP

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