EUA querem ONU no julgamento do Khmer Vermelho

Os Estados Unidos e outros países pressionam a ONU para reverter a decisão de se retirar de um tribunal de genocídio que vinha sendo preparado para julgar antigos líderes do Khmer Vermelho. O embaixador americano Kent Wiedemann disse que o governo dos EUA faria um ?lobby agressivo? na ONU, porque a proposta de um tribunal cambojano organizado com assistência das Nações Unidas seria ?a melhor chance de levar os líderes do Khmer Vermelho à Justiça?. França, Japão e Austrália também estariam pressionando a ONU a rever sua posição. Diplomatas têm afirmado, no entanto, que é improvável que a ONU retorne ao processo, a menos que o Camboja faça concessões. Ao decidirem se retirar da organização do tribunal, após cinco anos de negociações, autoridades das Nações Unidas disseram que as leis cambojanas não garantiriam ?a independência, a imparcialidade e a objetividade? dos procedimentos.?Participar de um julgamento que não seja justo serviria apenas para rebaixar os padrões de Direitos Humanos da ONU e fraudar o povo cambojano?, disse o grupo de defesa dos Direitos Humanos Anistia Internacional. O Khmer Vermelho, um grupo comunista radical, governou o Camboja de 1975 a 1979, e desagregou-se completamente em 1998. O governo do Khmer é acusado pela morte de 1,7 milhão de pessoas por fome, doenças, trabalhos forçados e execuções.

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