AP Photo/Ahn Young-joon
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EUA querem solução diplomática para crise com Coreia do Norte

Secretário de Defesa americano afirmou em Nova Délhi que Washington ‘conserva paralelamente a capacidade para enfrentar as ameaças mais perigosas’ de Pyongyang; Pequim ressaltou que ninguém sairia vencedor de uma guerra com os norte-coreanos

O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2017 | 07h53

NOVA DÉLHI - O governo dos EUA quer uma solução diplomática ante a escalada de tensão com a Coreia do Norte em razão do programa nuclear e balístico de Pyongyang, afirmou o secretário de Defesa americano, Jim Mattis. "Nosso objetivo é resolver tudo isto de forma diplomática", disse ele em uma entrevista coletiva em Nova Délhi.

Washington "conserva paralelamente a capacidade para enfrentar as ameaças mais perigosas da Coreia do Norte", completou Mattis. O secretário de Defesa desembarcou na segunda-feira 25 na Índia para uma visita que visa reforçar as relações bilaterais com Nova Délhi e conter o aumento de poder da China.

A Coreia do Norte acusou na véspera o presidente americano, Donald Trump, de "declarar guerra" por ter enviado bombardeiros estratégicos para as proximidades de suas costas, uma afirmação que Casa Branca chamou de "absurda"

+ NYT: Trump está blefando sobre Coreia?

Em uma demonstração de força, o governo americano enviou no sábado bombardeiros estratégicos para sobrevoar as proximidades da costa da Coreia do Norte, o que colocou ainda mais pressão militar à tensão política da semana, exacerbada por uma troca de insultos e ameaças.

Pequim

A China advertiu nesta terça-feira, 26, que ninguém sairia vencedor de uma guerra com a Coreia do Norte. "Ninguém sairia vencedor de uma guerra na península coreana, que seria ainda pior para a região", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, em uma entrevista coletiva.

"As provocações mútuas podem apenas aumentar o risco de um confronto", completou. "Esperamos que os líderes políticos nos EUA e Coreia do Norte tenham suficiente senso comum para compreender que recorrer à força e à potência militar não é uma decisão viável", declarou. / AFP

 

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