EUA querem tropas no norte do Iraque após atentados

O principal comandante dos Estados Unidos, general Ray Odierno, afirmou hoje que pretende enviar soldados norte-americanos para territórios disputados no norte do Iraque, após uma série de ataques na região. A medida seria uma mudança em relação ao estabelecido pelo pacto de segurança, que previa a retirada dos norte-americanos das áreas populosas a partir do dia 30 de junho. Os soldados dos EUA se aliariam ao governo iraquiano e a tropas curdas para garantir a segurança nas vilas ao longo da divisa disputada entre árabes e curdos. Odierno ressaltou que a decisão final sobre o tema não foi tomada.

AE-AP, Agencia Estado

17 de agosto de 2009 | 13h06

As tropas dos EUA ficariam na área "temporariamente". O general frisou que isso não impediria o cronograma de retirada de todas as tropas dos EUA do país até o fim de 2011. O governo iraquiano, enquanto isso, aprovou um rascunho que abre caminho para um referendo sobre um pacto de segurança que inclui a retirada dos EUA. A votação deve ocorrer junto com eleições parlamentares nacionais, em 16 de janeiro.

O anúncio de Odierno reflete a preocupação norte-americana com o aumento da violência sobretudo no norte do país desde a retirada das tropas dos EUA das áreas urbanas. Desde o dia 7, ataques mataram 160 pessoas aproximadamente em Mossul, no norte, e na capital Bagdá. Altos funcionários apontam a divisão entre a maioria árabe e os minoritários curdos como possível foco de instabilidade para o país. No centro da disputa está a cidade de Kirkuk, rica em petróleo, e várias vilas na província de Nínive, que os curdos querem incorporar em sua área semiautônoma. A maioria árabe e a minoria turcomana se opõem à iniciativa.

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