EUA reafirmam sua rejeição de ação palestina na ONU

Washington volta a dizer que melhor solução para o Oriente Médio inclui dois Estados

Efe

16 Setembro 2011 | 21h32

WASHINGTON - Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira, 16, sua oposição ao plano palestino de pedir um reconhecimento como Estado na Organização das Nações Unidas (ONU), depois que o presidente da Autoridade Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse que esse é o caminho para que as negociações de paz com Israel possam prosseguir.

 

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Em entrevista coletiva, o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner, reagiu ao discurso de Abbas nesta sexta em Ramallah, onde o líder afirmou que a única coisa que falta aos palestinos para poderem avançar em suas negociações com Israel é obter "a integração plena das Nações Unidas com as fronteiras de 1967".

 

"Somos conscientes da posição palestina, e nos esforçamos em explicar porque acreditamos que é uma má ideia, que é contraproducente e que não acabará na solução que tanto nós como eles queremos ver: a de dois Estados que convivem juntos em paz e com segurança", disse o porta-voz.

 

Os palestinos pretendem pedir à Assembleia Geral da ONU, que se reúne na semana que vem, que aceite a Palestina como membro com plenos direitos sobre a base das fronteiras de 1967, ou seja, com Faixa de Gaza e os territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

 

Toner declarou que os Estados Unidos deixaram clara sua posição a respeito, e que continuará trabalhando "sexta, sábado, e ao longo da Assembleia Geral em Nova York para chegar à mesa negociadora com o convencimento de que qualquer ação em Nova York prejudicará esse processo".

 

Washington afirmou que, se o pedido da Palestina chegar ao Conselho de Segurança, será vetado, ao considerar que essa ação unilateral impedirá de resolver assuntos como o traçado das fronteiras, a situação dos refugiados palestinos ou a segurança.

 

O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, David Hale, e o principal assessor da Casa Branca para a região, Dennis Ross, foram esta semana à Jerusalém e Ramallah, para evitar que os palestinos levem adiante seu plano perante a ONU. Eles se reuniram com Abbas, com o presidente israelense Shimon Peres e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, além do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, em uma série de conversas que Toner qualificou de "abertas e francas".

 

Embora não quisesse compartilhar o conteúdo das reuniões, o porta-voz declarou que, no encontro com Abbas, "ambas as partes afirmaram seu compromisso mútuo com as negociações, como a única via para resolver as diferenças entre as partes e alcançar a paz".

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