EUA reclassificam informações relativas à Guerra Fria, diz <i>Times</i>

Os Estados Unidos estão reclassificando informações sobre seu arsenal nuclear, cujos mísseis, em sua maioria, existem há décadas. Segundo o site do Times, pesquisadores do Arquivo da Segurança Nacional descobriram que membros do Pentágono e do Departamento de Energia dos Estados Unidos alteraram e apagaram números de documentos do período da Guerra Fria, que já tinham sido liberados para o domínio público.Segundo o analista do arquivo, William Burr, alguns dos documentos liberados durante as décadas de 1960 e 1970 foram reclassificados como secretos. Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos davam vários detalhes sobre suas armas nucleares a fim de advertir e intimidar a União Soviética. O processo de tornar secreto documentos referentes às armas nucleares norte-americanas começou em 1998, com a aprovação da "Emenda Kyl-Lott". A medida tem como objetivo acabar com um documento assinado pelo presidente Bill Clinton, que mandava todas as agências governamentais dos Estados Unidos liberarem ao domínio público suas informações secretas.No entanto, desde 1998 e cada vez mais durante a administração Bush, milhares de páginas de relatórios históricos deixaram de fazer parte do domínio público. Em particular, informações relacionadas ao programa nuclear e sobre incidentes embaraçosos do país. A estimativa do Arquivo da Segurança Nacional é de que o Departamento de Energia já tenha consumido cerca de US$ 22 milhões reclassificando informes sobre bombas atômicas e revisando aproximadamente 200 milhões de folhas de documentos anteriormente publicados e removendo 6.640 páginas do domínio público, a um custo estimado de US$ 3.300 por página.

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