Al Drago/The New York Times
Al Drago/The New York Times

EUA recomendam 'alerta' a americanos no Brasil devido à tensão com Irã

Embaixada pede que americanos mantenham a discrição, fiquem atentos em locais frequentados por turistas e mantenham documentos de viagem atualizados

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2020 | 23h50

Em meio à tensão com o Irã, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu um comunicado, nesta terça-feira, em que recomenda cuidado a cidadãos americanos que estejam em território brasileiro. O texto orienta os americanos a tomarem medidas como manter a discrição, ficar alerta em locais frequentados por turistas, rever seus planos pessoais de segurança e manter documentos de viagem atualizados. 

"Há uma crescente tensão no Oriente Médio que pode resultar em riscos à segurança dos cidadãos dos EUA no exterior. A Embaixada continuará analisando a situação de segurança e fornecerá informações adicionais conforme necessário", diz o comunicado, disponível na página da embaixada.

Nesta terça-feira, 7, a Guarda Revolucionária Iraniana assumiu ter feito ataques com mísseis a duas bases com soldados americanos no Iraque. Fontes do governo americano informaram que os ataques ocorreram a múltiplas localidades, incluindo a base de Ain al-Assad, no oeste do Iraque, e Irbil, na região do Curdistão iraquiano. 

Até 23h30, ainda não havia informações sobre o número de mortos ou feridos. Fontes de segurança iraquianas afirmaram à TV CNN que há iraquianos mortos nos ataques, mas não há informação de vítimas americanas.

O ataque foi uma resposta ao assassinato do general Qassim Suleimani, ocorrido em Bagdá, durante operação americana na sexta-feira. Desde então, o Irã tem ameaçado dar uma resposta à morte de seu general. Em seu canal no Telegram, a Guarda Revolucionária ameaçou atacar dentro dos EUA e as cidades de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Haifa, em Israel, se Irã for bombardeado pelos EUA. 

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A Casa Branca informou que o presidente Donald Trump está recebendo informações sobre o ataque e monitorando a situação. Após reunião de autoridades americanas para debater os ataques nesta terça-feira, ficou decidido que Trump não iria se pronunciar.

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