EUA recuperam Kut, no aniversário de um ano da queda de Saddam

O exército dos Estados Unidos recuperou hoje o controle da cidade de Kut, uma das três que estavam sob o controle dos militantes xiitas, liderados por Muqtada al-Sadr, informaram hoje os militares. As forças norte-americanas anunciaram ainda que suspederam temporariamente os ataques à cidade sunita de Falluja, por motivos humanitários. No aniversário de um ano da queda do ditador Saddam Hussein, a situação de conflito e violência é crescente na região. As forças de coalisão enfrentam um fato novo, sinais de que xiitas e sunitas estão superando as rivalidades da era Saddam para lutar contra um inimigo comum: a ocupação do país. Os militares norte-americanos não informaram como ocorreu a retomada de Kut, mas ontem, o tenente geral Ricardo Sánchez, principal comandante norter-americano no Iraque jurou que era "iminente" a retomada do controle pelas forças de coalisão. Kut fica a 150 quilômetros de Bagdá.As tropas ucraninas em Kut abandonaram sua base na quarta-feira, diante de uma série de ataques com morteiros e tiroteios que permitiram aos militantes xiitas tomarem o local. Eles controlam ainda as cidades de Kufa e Nayaf, também de maioria xiita. A polícia de ambas as cidades abandoraram os quartéis e se uniram aos militantes.Enquanto isso, militantes xiitas mantém três civis japoneses como reféns, e ameaçam queimá-los vivos, exigindo a retirada do Japão das forças de coalisão. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro Junichiro Koizumi disse à população de seu país que não vai retirar sua tropa de 530 soldados do Iraque. As famílias dos reféns imploram para que o governo retire as tropas da cidade de Samawa, no Sul, onde os militares ajudam na reconstrução. Milhares de manifestantes saíram às ruas carregando faixas pedindo o fim da guerra e se reuniram no parque Hibiya de Tóquio. As fotos dos três reféns, com olho vendados e cercados por homens armados estampam as manchetes dos seis principais jornais japoneses e as imagens em vídeo dos seqüestrados é vista em todo o mundo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.