Jason Reed/Reuters
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EUA reduzirão gastos militares e priorizarão recuperação econômica

Obama apresenta nova estratégia de defesa prevendo menor atividade do efetivo americano

Efe e Associated Press

05 de janeiro de 2012 | 14h26

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira, 5, que os Estados Unidos "estão passando uma página de uma década de guerras" e devem se concentrar agora em fortalecer sua economia, alterando sua estratégia de defesa e tendo um efetivo militar menor.

 

"Tivemos êxito na defesa da nossa nação, levamos a guerra ao inimigo e restabelecemos a liderança global dos Estados Unidos", disse Obama ao apresentar a nove estratégia de defesa americana. O presidente falou ao lado do secretário de Defesa, Leon Panetta, e o do chefe de Estado-Maior, o general Martin Dempsey.

 

Obama anuncia a nova estratégia com o intuito de reduzir em bilhões de dólares os custos da defesa americana, uma das áreas que mais pesou nos cofres de Washington na última década. Não há novas missões militares e não foram anunciadas novas iniciativas.

 

O presidente anunciou que a organização militar passará por reformas com o tempo e que haverá ênfase no combate ao terrorismo, à proliferação nuclear, na proteção ao território americano e na "detenção de qualquer potencial adversário". No geral, ele explicou que os militares americanos manterão o foco atual, mas sem se envolver em conflitos de larga escala, como a recém terminada guerra no Iraque e a ainda vigente incursão no Afeganistão.

 

"Conforme encerramos as guerras atuais e reformulados nossas Forças Armadas, vamos assegurar que nossos militares estejam ágeis, flexíveis e prontos para qualquer situação", escreveu Obama na introdução do documento que detalha a nova estratégia, intitulado "Sustentando a liderança global dos Estados Unidos: As Prioridades para a Defesa do século 21".

 

De acordo com o documento, a presença militar americana na Europa será reduzida e a Ásia terá uma prioridade maior. O texto ainda diz que os EUA devem melhorar suas instalações antimísseis e seu aparato cibernético.

 

Quanto às preocupações do governo americano, as principais são a China - devido ao dinâmico crescimento econômico e ao rápido aumento das forças militares - e o Irã - não apenas pelas ameaças de interromper o comércio de petróleo através do Golfo, mas também por suas ambições nucleares.

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