AP Photo/Kamran Jebreili
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EUA reforçam medidas de segurança em voos, mas excluem ampliar veto a laptops

Segundo o Departamento de Segurança Interna, a proibição só será ampliada se as companhias aéreas e os aeroportos não cumprirem novas regras

O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2017 | 18h32

WASHINGTON - O Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciou nesta quarta-feira que ampliará as medidas de segurança em todos os voos comerciais para os EUA, mas retorcedeu em sua proposta de estender a proibição de laptops e outros aparelhos eletrônicos - a menos que as companhias aéreas e os aeroportos rejeitem cumprir as novas regras.

"A boa notícia é que encontramos meios de ampliar a proibição a nível mundial, mas ao mesmo tempo não será inconveniente para o público viajante", disse o secretário de Segurança Interna, John Kelly.

Funcionários do departamento disseram que as mudanças serão "visíveis e invisíveis" e podem incluir triagem adicional para os viajantes e seus laptops e tablets - que podem ser usados para esconder explosivos - , assim como a expansão do Preclearance, um programa pelo qual funcionários da Alfândega e da Proteção de Fronteiras dos EUA conduzirão triagens nos aeroportos internacionais. 

Desde março, passageiros de voos para os EUA de alguns países do Oriente Médio foram proibidos de carregar equipamentos eletrônicos maiores que um celular a bordo da cabine. Mas essas restrições poderão ser levantadas se as companhias e os aeroportos afetados adotarem os protocolos das novas medidas de segurança.

A repórteres, funcionários de alto escalão do Departamento de Segurança Interna disseram que as novas exigências elevarão as bases de segurança a nível mundial. As diretivas têm como objetivo impedir que terroristas contornem as medidas de segurança da aviação.

Recentemente, segundo os funcionários, Kelly concluiu que as ameaças poderiam ser controladas sem a expansão da proibição aos laptops. Entretanto, as companhias e os aeroportos que não adotarem as novas exigências poderão enfrentar repercussões, incluindo a proibição de todos os aparelhos eletrônicos pessoais a bordo de aviões, mesmo no compartimento de cargas, multas e possível perda de sua permissão de voar nos EUA.

Segundo fontes, as companhias aéreas terão 21 dias para pôr em prática uma maior busca por explosivos - incluindo o uso de cães farejadores e aparelhos de detecção de traços de materiais explosivos - e 120 dias para cumprir com outras medidas de segurança, incluindo ampliar a triagem de passageiros.

Como os laptops são muito usados pelos passageiros da classe executiva - que pagam mais que o dobro de um bilhete na classe econômica - a indústria da aviação teme que a expansão da proibição de eletrônicos a bordo possa interferir em suas receitas. / REUTERS e AFP

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