EUA reforçam regras para tratar ebola

Os agentes de saúde dos Estados Unidos divulgaram um novo protocolo para a proteção de profissionais de saúde ao tratar de pacientes com ebola. As orientações foram atualizadas após duas enfermeiras do Texas terem contraído a doença, mesmo seguindo as orientações prévias do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

Estadão Conteúdo

21 de outubro de 2014 | 11h41

As novas regras orientam os médicos a utilizar trajes e capuzes que cubram todos as partes do corpo e fornecem orientações rigorosas para a remoção dos equipamentos e a limpeza de luvas. O protocolo também sugere que um funcionário seja responsável por supervisionar os demais ao colocarem e retirarem as vestes especiais.

O CDC não tem poder para obrigar os hospitais a seguirem as instruções, mas os guias estão se tornando a norma nos centros de saúde, na medida em que se preparam para a possibilidade de tratar de pacientes com a doença infecciosa.

Tom Frieden, diretor do CDC, afirmou que os novos conselhos dão uma "margem extra de segurança" e é mais adequada para os hospitais dos Estados Unidos, onde os procedimentos podem ser utilizados. O protocolo anterior se baseava no tratamento de pacientes do ebola na África, onde o atendimento muitas vezes era realizado em tendas. As instruções antigas também permitia certa flexibilidade ao vestir equipamentos de proteção quando em contato com casos não confirmados da doença.

Ainda não está claro como ou quando duas enfermeiras de um hospital no Texas foram contaminadas. Representantes do centro médico disseram que elas estavam seguindo as normas da CDC ao tratarem de Thomas Eric Duncan, que viajou a Dallas vindo da Libéria, um dos países africanos mais atingidos pela epidemia. Fonte: Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAebolaprotocolomédicosregrasnormas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.