EUA reforçam segurança em embaixada no Sudão

Washington teme onda da violência após o Tribunal Penal Internacional pedir a prisão do líder sudanês

Efe e Reuters,

14 de julho de 2008 | 20h22

Os Estados Unidos reforçavam nesta segunda-feira, 14, as medidas de segurança de sua embaixada em Cartum, no Sudão, após o Tribunal Penal Internacional (ICC, na sigla em inglês) pedir a prisão do presidente sudanês Omar al-Bashir por crimes de guerra, contra humanidade e genocídio em Darfur. Temendo uma possível onda de violência, Washington "tomou medidas de segurança necessárias para proteger nosso pessoal", declarou o porta-voz do Departamento de Estado Sean McCormack.   Veja também: ONU retira funcionários após pedir prisão do presidente Presidente sudanês diz que acusações da ONU são falsas ONU acusa presidente sudanês por genocídio em Darfur O histórico de conflitos no Sudão    Ele não deu detalhes nem indicou quantos funcionários estão no país africano. Nesta segunda, o promotor do ICC Luis Moreno Ocampo, apresentou o resultado de sua segunda investigação em Darfur. O presidente sudanês é acusado de ser o mentor intelectual de uma tentativa de eliminar tribos africanas da província no oeste sudanês através de uma campanha de assassinatos, estupros e deportações.   A presidência da União Africana (UA) advertiu que pode ocorrer "golpes militares e anarquia" no Sudão se o ICC condenar o presidente sudanês, segundo informações da agência de notícias France Presse.   "Se Bashir for condenado e detido, ocorrerá um vácuo no poder no Sudão e terá o risco de golpes militares e de uma anarquia generalizada, similar a que aconteceu no Iraque", declarou o ministro da Tanzânia das Relações Exteriores, Bernard Membe.   Bashir se tornou o terceiro presidente em exercício a ser alvo de um processo judicial internacional. Os confrontos em Darfur, região ocidental do Sudão na fronteira com o Chade, mataram milhares de pessoas e deixaram cerca de dois milhões e meio de deslocados em campos de refugiados dentro e fora do país, no que a ONU definiu como um dos piores desastres humanitários deste século.

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