EUA reiteram seu apelo à moderação no Bahrein

Conselheiro da Casa Branca falou com príncipe herdeiro para analisar a situação no país árabe

Efe

20 de fevereiro de 2011 | 05h29

WASHINGTON - O governo americano reiterou neste sábado seu apelo à moderação feito pelo presidente Barack Obama ao rei do Bahrein, Hamad bin Issa al-Khalifa, frente aos protestos no país, informou a Casa Branca.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Tom Donilon, falou por telefone com o príncipe herdeiro Salman bin Hamad al-Khalifa para analisar a situação no país árabe, depois da conversa que manteve o presidente Obama na sexta-feira com o monarca.

"Donilon reiterou a condenação da violência contra os manifestantes pacíficos feita pelo presidente (Obama) e expressou seu apoio aos passos dados pelo príncipe", informou a Casa Branca em comunicado.

O xeque Salman bin Hamad al-Khalifa pediu às forças de segurança e aos manifestantes que se retirem dos lugares onde há concentrações para evitar confrontos.

O alto funcionário assinalou que esta decisão "mostra contenção e iniciativa para o diálogo com todos os segmentos da sociedade".

Os EUA consideram que a estabilidade do Bahrein "depende do respeito aos direitos universais da população do Bahrein e um processo de reformas significativas", acrescentou.

Pelo terceiro dia consecutivo, milhares de manifestantes tomaram a praça da Pérola pouco depois que o comando geral das forças armadas anunciou que tinha ordenado aos soldados e unidades militares que retornassem aos quartéis.

No dia 14 de fevereiro explodiram os protestos populares neste pequeno arquipélago para exigir reformas democráticas e melhoras nas condições de vida. Os confrontos deixaram pelo menos 50 feridos.

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