EUA rejeitam acordo contra armas biológicas

Os Estados Unidos rejeitaram hoje um acordo da Organização das Nações Unidas para fiscalizar e controlar a produção de armas biológicas. "Em nossa avaliação, o protocolo colocaria em risco informações confidenciais sobre nossa nação e nossos negócios", disse o encarregado norte-americano pelas negociações, Donald A. Mahley. Ele disse porém que os EUA apresentarão novas propostas e continuam apoiando o tratado da ONU assinado em 1972, que bane o uso de qualquer tipo de arma biológica. Durante sete anos, vários países vêm negociando uma forma de reforçar o tratado contra a guerra bacteriológica, discutindo extensivamente os pontos em desacordo. Mahley disse que os EUA não podem apoiar o tratado, mesmo que emendas seham feitas. "O protocolo não irá melhorar nossa habilidade de verificar o cumprimento da Convenção de Armas Biológicas. Além disso, o tratado faz muito pouco para deter os países que procurarm desenvolver armas biológicas", disse o negociador americano. "Nós podemos reforçar o acordo por meio de negociações multilaterais." Quando a Convenção de Armas Biológicas, durante a Guerra Fria, negociadores deixaram de lado os pontos referentes à fiscalização e controle da produção dessas armas. Naquel momento, ninguém levava a sério a idéia de que alguma nação quisesse criar e usar essas armas, que podem levar a uma guerra bacteriológica. Essa parte do acordo deve criar uma forma de fiscalizar locais suspeitos de desenvolver armas biológicas sem interferir na atividade das indústrias. Os EUA têm um papel importante nesse acordo e pedem um controle mais firme sobre a produção de armas biológicas desde que tais armas foram encontradas no Iraque, após o fim da Guerra do Golfo. Para os norte-americanos, o tratado não impede que países desenvolvam esse tipo de armamento. Tibor Toth, o diplomata húngaro que dirige as negociações, disse que quase todos os países aceitaram o tratado. Ele disse que não comentará a decisão dos EUA antes de ler os comentários de Mahley mais detalhadamente. As 143 nações que participaram e apoiaram as negociações marcaram para novembro a entrada em vigor do acordo.

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