EUA rejeitam apoio do Irã no combate ao Estado Islâmico

Os Estados Unidos consideraram inapropriado que o Irã participe de uma reunião em Paris para discutir as ações de combate ao grupo extremista Estado Islâmico.

Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2014 | 16h48

Em Ancara, capital da Turquia, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse que os iranianos não deveriam comparecer, considerando seu apoio ao regime do presidente sírio, Bashar Assad, nos três anos de conflito contra rebeldes que tentam derrubá-lo. Os EUA e os países do Ocidente apoiam as forças sírias de oposição moderada no conflito contra Assad.

Kerry afirmou, no entanto, não ter recebido solicitação formal para que o Irã participe do encontro de diplomatas em Paris. Ele está em Ancara com o objetivo de pressionar o governo turco para que ajude a coalização internacional contra o Estado Islâmico.

A Turquia, país aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), tenta evitar o envolvimento em um esforço militar. Os turcos prometeram "sempre fornecer todo o apoio necessário à ajuda humanitária", mas não garantiram a participação de suas forças de segurança.

O maior obstáculo para o país, principal membro muçulmano da OTAN, são os 49 diplomatas turcos, incluindo um general consular, capturados por militantes do Estado Islâmico em junho. Eles estão sendo mantidos reféns pelos extremistas desde que o grupo tomou o controle da cidade de Mosul e atacou o consulado da Turquia. Fonte: Associated Press.

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