EUA rejeitam investigação da ONU sobre assassinato de Bhutto

Casa Branca apóia investigação feita pela Scotland Yard e diz não ser necessária outra por parte da Organização

Efe,

03 de janeiro de 2008 | 00h27

A Casa Branca se manifestou nesta quarta-feira, 2, contrária à possibilidade de a ONU abrir uma investigação sobre o assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto e disse que apóia a participação da Polícia britânica no caso. A porta-voz presidencial americana, Dana Perino, rejeitou por enquanto a possibilidade de estabelecimento de um tribunal internacional como o formado para julgar os assassinos do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. "Acho que é apropriado e necessário que a Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres) dirija a investigação, e não vemos necessidade de outra investigação neste momento", declarou Perino em entrevista coletiva. O Partido Popular (PPP) do Paquistão, que era liderado por Bhutto, solicitou que a ONU realize uma investigação do assassinato, ocorrido no último dia 27 em um atentado no qual também morreram pelo menos outras 20 pessoas. O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, disse nesta terça ter solicitado assistência ao primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e anunciou a chegada imediata ao país asiático de uma equipe da Scotland Yard. Os EUA receberam como algo positivo esse passo. "Respaldamos a decisão e achamos que é a correta", afirmou Perino. Ajuda americana Por sua parte, Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado, indicou que os Estados Unidos estão "preparados para ajudar (na investigação)" caso esse auxílio venha a ser solicitado. "Será muito importante que as provas sejam facilitadas a Scotland Yard e aos funcionários paquistaneses que desenvolvem a investigação", acrescentou em entrevista coletiva. O governo dos EUA também recebeu de forma positiva a decisão da Comissão Eleitoral paquistanesa de adiar as eleições parlamentares no país, apesar da nova data supor um atraso de 40 dias com relação à estabelecida antes do assassinato de Bhutto. "Estamos satisfeitos que tenham marcado uma data fixa para as eleições e que todos no sistema político paquistanês possam ter confiança de que o pleito será realizado nesse dia", afirmou McCormack.

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