EUA reposicionam contingente militar ao redor da Líbia, diz o Pentágono

Washington pressiona por zona de exclusão aérea para evitar ataques aéreos contra população

Reuters,

28 de fevereiro de 2011 | 14h32

Os Estados Unidos estão reposicionando suas forças militares navais e aéreas ao redor da Líbia, informou o Pentágono nesta segunda-feira, 28. De acordo com o porta-voz David Lapan, a medida visa dar opções 'caso as decisões sejam tomadas'. Os EUA pressionam pela implementação de uma zona de exclusão aérea no país, abalado pelas manifestações pela queda do ditador Muamar Kadafi.

 

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"Temos gente trabalhando em vários planos de contingência e acredito que é seguro dizer, que como consequência disso, estamos reposicionando forças para serem mais flexíveis. Assim, uma vez que as decisões sejam tomadas, podemos dar opções", disse o porta-voz do Pentágono David Lapan

 

O porta-voz acrescentou que o departamento de Defesa ainda está em estágio de planejamento. "Caso seja necessário, participaremos de missões humanitárias, ou de outro tipo", acrescentou. Lapan não comentou que tipo de unidades estavam sendo reposicionadas e disse que nenhuma decisão foi tomada ainda. O Pentágono tem dois porta-aviões na 5ª Frota da Marinha, sediada no Bahrein.

Ajuda humanitária

 

Enquanto isto, em Genebra, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton anunciou o envio de duas equipes humanitárias para as fronteiras da Líbia com Tunísia e Egito. "Estamos muito preocupados com a situação humanitária", disse Hillary.

Os EUA darão US$ 10 milhões aos líbios e estrangeiros afetados pela violência. A chefe da diplomacia americana descartou o uso de operações navais no país. " Não há nenhuma ação militar que implique no uso de navios de guerra americanos", afirmou.

 

 

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