EUA: republicano quer 'conversa produtiva' com Obama

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, John Boehner, ressaltou nesta sexta-feira que os republicanos não vão concordar com taxas mais elevadas de imposto de renda como parte de qualquer acordo sobre o chamado abismo fiscal, disse nesta sexta-feira que espera que "conversas produtivas" comecem logo entre a Casa Branca e o Congresso.

AE, Agência Estado

09 de novembro de 2012 | 16h29

Na terceira aparição pública dele desde as eleições de terça-feira, Boehner afirmou que está pronto para trabalhar com o presidente Barack Obama a fim de chegar a um acordo que evite uma combinação programada de aumento de impostos e cortes de gastos no fim deste ano.

Ele abordou o desempenho do Partido Republicano nas eleições federais, dizendo que a legenda "tem muito trabalho a fazer", principalmente em como comunicar posições políticas ao eleitorado. Obama foi reeleito presidente dos EUA após derrotar o rival republicano, Mitt Romney. Os democratas aumentaram sua maioria no Senado e ganharam assentos na Câmara, que é controlada pela maioria republicana.

Boehner deixou poucas dúvidas de que os republicanos vão continuar a se opor ao aumento de impostos como parte de um compromisso com os democratas, embora tenha deixado a porta aberta para novas receitas que são geradas a partir do fim de algumas deduções fiscais.

"O problema com o aumento de imposto sobre os americanos mais ricos é que nós sabemos que mais da metade deles são donos de empresas de pequeno porte", afirmou. "Também sabemos que isso desaceleraria nossa economia." No entanto, ele acrescentou que "é claro que há todos os tipos de deduções, algumas que fazem sentido, outras que não fazem".

As informações são da Dow Jones.

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