EUA respeitam críticas do Brasil, diz embaixadora

A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, afirmou hoje que seu país respeita o fato de Brasília discordar de Washington sobre a melhor forma de fazer com que o Iraque deixe de ser uma ameaça aos outros países. A diplomata afirmou, em comunicado oficial, que os Estados Unidos concordam totalmente com o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, sobre o fato de que a discórdia no campo da ação militar não deverá interferir na pauta de assuntos econômicos, científicos, sociais, ambientais e em outras questões bilaterais. O governo brasileiro defendeu reiteradamente que os Estados Unidos deveriam seguir as diretrizes da Nações Unidos e não agir unilateralmente.Donna Hrinak assegurou que a comunidade internacional, incluindo o Brasil, compartilha da visão de que Saddam Hussein é uma ameaça. Ela justificou a ação dos Estados Unidos informando que 17 resoluções do Conselho de Segurança da ONU em 12 anos deixaram claro que o líder iraquiano deve ser desarmado. A mais recente, a Resolução 1441, determinou que se o Iraque não se desarmasse voluntariamente, sofreria graves conseqüências. Segundo ela, a visão dos EUA é que, decorridos esses 12 anos e essas 17 resoluções chamando atenção para esta ameaça, "chegou a hora de forçar o desarmamento que todos concordamos ser essencial."Donna disse ainda que os Estados Unidos tentaram evitar o conflito armado, recorrendo repetidamente à ONU para eliminar "a ameaça que o Iraque representa para a paz mundial. As Nações Unidas ordenaram ao Iraque que demonstrasse claramente que havia se desarmado, mas o Iraque não cumpriu a ordem", afirmou. E completou: "Assim, os EUA acreditam que chegou a hora de fazer valer a vontade da comunidade mundial, conforme determinada nas 17 soluções da ONU."Veja o especial:

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