Itsuo Inouye/AP
Itsuo Inouye/AP

EUA responsabilizam Pyongyang pela morte de meio-irmão de Kim Jong-un

Ele foi morto no ano passada na Malásia com o agente neurotóxico VX; acusação pode prejudicar esforços para negociar a desnuclearização da Península Coreana

O Estado de S.Paulo

06 Março 2018 | 23h41

WASHINGTON - Os Estados Unidos determinaram que a Coreia do Norte foi a mandante do assassinato do meio-irmão e adversário em potencial de seu líder, Kim Jong-un, com o agente neurotóxico VX, informou nesta terça-feira (6) a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

"Este desprezo público pelas normas universais contra o uso de armas químicas demonstra uma vez mais a natureza impiedosa da Coreia do Norte e destaca que não podemos nos permitir tolerar um programa norte-coreano de armas de destruição em massa de nenhum tipo", disse Nauert em um comunicado.

A legislação americana determina que quando um país viola a proibição do uso de armas químicas ou biológicas deve ser submetido à proibição de importação de seus produtos, mas a Coreia do Norte já está sob severas sanções da ONU e a conclusão desta terça-feira terá pouco impacto. 

Mas reviver a polêmica sobre o assassinato de Kim Jong-nam, no ano passado, que teve uma substância química borrifada em seu rosto por duas mulheres quando estava no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, poderá prejudicar as atuais tentativas de iniciar negociações com Pyongyang. 

Kim Jong-nam chegou a ser visto como o herdeiro natural de seu pai, Kim Jong-il, e alguns relatórios sugerem que a China o considerou um substituto em caso de crise. 

Nauert disse que investigadores dos Estados Unidos determinaram em 22 de fevereiro que o governo da Coreia do Norte foi o responsável pelo assassinato. / AFP

 

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