EUA retaliam Tribunal Internacional cortando ajuda militar

O governo americano suspendeu a ajuda militar a cerca de 35 países - entre os quais Brasil e Colômbia -, signatários do acordo de ratificação do Tribunal Penal Internacional (TPI) e que não firmaram tratados em separado com os Estados Unidos para isentar os americanos de um eventual processo por crimes de guerra. Figuram também na lista de punidos candidatos a ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), como Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Eslováquia e Eslovênia. No caso da América Latina, além de Brasil e Colômbia, tiveram a ajuda militar americana congelada Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Também sofreram sanções África do Sul e Sérvia e Montenegro. O presidente George W. Bush eximiu 22 países, embora não tenham feito acordo com os EUA - entre os quais figuram três latino-americanos: Honduras, Bolívia e Panamá. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, 44 países firmaram publicamente tratados de imunidade. "Sete o fizeram em segredo", destacou Boucher. Ele admitiu que, diante da ameaça de retirada da ajuda, a Casa Branca esperava que, no último momento, um grande número de governos firmasse o acordo com os Estados Unidos.

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