REUTERS/Sue-Lin Wong
REUTERS/Sue-Lin Wong

EUA retiram funcionários da China com sintomas de ataque acústico

Porta-voz do Departamento de Estado americano disse que governo enviou equipe médica para a cidade de Guangzhou e, depois, decidiu repatriar várias pessoas para 'avaliação mais profunda e abrangente de seus sintomas e descobertas'

O Estado de S.Paulo

07 Junho 2018 | 03h10
Atualizado 07 Junho 2018 | 12h25

WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos admitiu na quarta-feira, 6, ter retirado pessoas ligadas a sua equipe diplomática em Guangzhou, na China, por sintomas parecidos aos experimentados por 24 diplomatas americanos em Cuba. Este caso reavivou o temor de que um adversário dos EUA tenha desenvolvido um tipo desconhecido de aparelho acústico ou de micro-ondas.

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A porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, explicou que o governo enviou uma equipe médica para a cidade chinesa com o objetivo de examinar os funcionários e suas famílias depois que um primeiro diplomata apresentou sintomas parecidos com os registrados após ataques acústicos em Cuba. Ele sofreu problemas de saúde a partir do final do ano passado até o mês de abril, fato admitido pelo governo em maio.

Depois do caso reportado no mês passado, a embaixada dos Estados Unidos na China emitiu em maio um alerta sanitário. O departamento de Estado, no entanto, não fez qualquer referência a um ataque deliberado na China.

"Como resultado do processo de exames médicos até o momento, o Departamento enviou aos Estados Unidos várias pessoas para uma avaliação mais profunda e abrangente de seus sintomas e descobertas", explicou Heather.

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Os exames médicos "seguem em curso para qualquer pessoa que tenha apresentado sintomas", declarou. A porta-voz também explicou que profissionais médicos seguem estudando a causa dos sintomas e se suas descobertas são consistentes com o que ocorreu em Cuba.

O jornal The New York Times informou que um americano que trabalha no consulado de Guangzhou foi retirado do país na quarta-feira com sua esposa e seus dois filhos. Segundo a publicação, Mark A. Lenzi residia no mesmo edifício que o diplomata afetado anteriormente.

​Outros casos

Em Cuba, 24 americanos sofreram entre novembro de 2016 e agosto de 2017 supostos ataques que minaram as delicadas relações entre os dois países. O governo americano ainda não sabe "quem ou que" está por trás dos ataques a seu pessoal, mas acusa Cuba de saber e não revelar a verdade.

Dez diplomatas canadenses e seus familiares também sofreram uma estranha doença.

Embora os cubanos neguem ser os autores, os Estados Unidos deixaram sua embaixada em Havana com poucos representantes em setembro do ano passado. O fato também ocasionou a expulsão 17 funcionários da delegação cubana da embaixada em Washington.

Inicialmente, as autoridades americanas atribuíram esses problemas a um ataque sônico, mas o Departamento de Estado admitiu depois que não tinha certeza que se tratavam de agressões acústicas. / EFE e AFP

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