EUA retiram diplomatas do Iêmen

Enquanto a situação política e de segurança no Iêmen continua a piorar, o Departamento de Estado norte-americano informou nesta sexta-feira que começou a retirar alguns de seus diplomatas das suas instalações no país e aconselhou que os cidadãos dos Estados Unidos que moram no Iêmen deixem a região.

Estadão Conteúdo

26 de setembro de 2014 | 14h53

"Nós estamos tomando essa medida por uma abundância de precaução e em resposta aos recentes desenvolvimentos políticos e à situação da segurança mutante e imprevisível no Iêmen", afirmou a porta-voz do departamento, Jen Psaki, em depoimento, acrescentando que a embaixada norte-americana vai continuar a operar com a equipe reduzida.

Militantes xiitas tomaram o controle da maior parte da capital iemenita na última semana, levando à renúncia do primeiro-ministro do país e forçando um acordo para formar um novo governo. Os insurgentes, conhecidos como Hawthis, concordaram, no entanto, com um cessar-fogo mediado pelas Nações Unidas com o presidente do Iêmen, Abed Rabbo Mansour al Hadi, e a maioria dos partidos do país.

Na quinta-feira, os EUA emitiram também um alerta para cidadãos norte-americanos no Iêmen, advertindo-os sobre o nível elevado de atividades terroristas e sobre a inquietação política. A advertência citava as ações da Al-Qaeda na região da Península Arábica e afirmava que os EUA estavam "muito preocupados" com possíveis ataques contra cidadãos do país e o risco de sequestros. O governo, no entanto, não planeja realizar retiradas em massa de civis. Fonte: Dow Jones Newswires.

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