EUA retiram grupo de sua lista de terroristas

O grupo opositor iraniano Mujahedin e-Khalq (MEK), com base no Iraque, foi retirado da lista de entidades terroristas elaborada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h04

A decisão ocorre depois de enorme pressão de defensores da organização em Washington sobre o governo do presidente Barack Obama - ao mesmo tempo em que o Ocidente tenta conter a revolta do mundo islâmico com o filme Inocência dos Muçulmanos.

Antes de conquistar aliados importantes nos EUA - tanto no Partido Democrata como no Republicano, incluindo o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, o senador John McCain e o ex-governador Howard Dean -, o MEK foi por muitas décadas bancado pelo então ditador iraquiano, Saddam Hussein.

Com a invasão americana em 2003 e a consequente queda de Saddam, o MEK ficou órfão, com seus membros abrigados em uma base americana.

Uma iraniana ligada ao grupo e detentora de uma fortuna multimilionária decidiu usar as suas conexões para conseguir apoio para o grupo.

Além disso, como o regime de Teerã é um dos maiores inimigos americanos, o MEK passou a ser visto como um aliado pelos americanos, e não mais como um adversário dos tempos de Saddam.

Giuliani e McCain começaram a escrever artigos em jornais e assinarem anúncios publicitários defendendo a retirada do grupo da lista de entidades terroristas.

O Irã acusa membros do MEK de terem sido usados por Israel para cometer atentados contra cientistas ligados ao programa nuclear iraniano.

O grupo, assim como o governo israelense, nega envolvimento.

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