Yahya Arhab/EFE
Yahya Arhab/EFE

EUA retiram últimas tropas do Iêmen por falta de segurança

Forças especiais realizavam operações antiterroristas, mas com ataques do EI contra mesquitas precisaram deixar o local, diz 'CNN' 

O Estado de S. Paulo

21 Março 2015 | 16h06

WASHINGTON - Os Estados Unidos iniciaram a retirada de 100 membros das forças especiais no Iêmen, as últimas tropas que estavam no país encarregadas de operações antiterroristas, em razão da deterioração da situação de segurança, informou neste sábado, 21, a rede CNN.

Os agentes, que estavam na base de Al Anad, no sul do Iêmen, eram os últimos americanos no país depois que Washington anunciou o fechamento de sua embaixada na capital Sanaa em fevereiro.

De acordo com a emissora americana, que cita fontes militares, os militares haviam ficado no país para continuar as missões antiterroristas que Washington realiza contra a Al-Qaeda.

Na sexta-feira, no entanto, uma série de atentados no Iêmen, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), deixou mais de 100 mortos, piorando a situação da segurança.

Os ataques foram realizados contra duas mesquitas xiitas na capital. Trata-se do primeiro ataque reivindicado por EI em território iemenita.

Situação política. O Iêmen está imerso em um profundo conflito político que ameaça partir o país em dois desde que o movimento rebelde xiita dos houthis tomou o controle de Sanaa em setembro de 2014.

Os jihadistas do EI, de confissão sunita, consideram que os clérigos xiitas são infiéis e seus seguidores, desviados.

Em janeiro deste ano, o presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, e o governo, renunciaram e deixaram via livre para os houthis imporem sua própria roteiro.

No entanto, um mês depois, Mansur Hadi fugiu para a cidade meridional de Áden, desde onde se retratou de sua renúncia, anunciou que se mantinha como presidente legítimo do Iêmen e, com o apoio dos países árabes do Golfo Pérsico, pediu para retomar o diálogo entre os diferentes partidos fora de Sanaa. /EFE

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