EUA retomam hospital dominado pela Al-Qaeda

Tropas afegãs e forças especiais americanas atacaram hoje com granadas e armas automáticas um hospital de Kandahar, onde seis combatentes da rede terrorista Al-Qaeda estavam entrincheirados. Os combatentes que haviam jurado nunca se entregar com vida, morreram durante o assalto. Os supostos terroristas, alguns dos quais pareciam ser árabes estavam entrincheirados há quase dois meses, depois do colapso do regime taleban. Eles haviam ameaçado assassinar quem tentasse capturá-los. A incursão, lançada na madrugada de hoje, durou cerca de 12 horas. A ação foi encerrada com os soldados americanos, que usavam buttons com a frase "I Love New York", lançando 16 granadas dentro do hospital. As autoridades afegãs, decididas em resolver a questão, haviam solicitado a ajuda americana, segundo o major A. C. Roper, porta-voz da base do exército dos EUA no aeroporto de Kandahar. Um ultimato para a rendição dos combatentes foi emitido aproximadamente às 3h40 (horário local), segundo fontes afegãs que pediram anonimato. Depois de os combatentes rechaçarem o ultimato, as tropas invadiram o complexo hospitalar. Segundo Najabula, um comandante afegão, os combatentes lançaram granadas contra as tropas que os atacavam. Alguns combatentes estavam feridos e doentes. No início da tomada do hospital, eles exigiram que os funcionários os atendessem e os alimentassem, ameaçando-os com explosivos. Mais tarde, as autoridades do hospital ordenaram a suspensão da entrega de alimentos e água aos combatentes. Não está certo se a ordem fora cumprida. Leia o especial

Agencia Estado,

28 Janeiro 2002 | 08h56

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