EUA revelam rede clandestina global de lavagem de dinheiro da Coreia do Norte

Grupo teria lavado mais de 2,5 bilhões de dólares através de mais de 250 empresas de fachada em Tailândia, Líbia, Áustria, Rússia, China e Kuwait para driblar sanções

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2020 | 20h18

WASHINGTON - Os Estados Unidos acusaram nesta quinta-feira 28 norte-coreanos e cinco chineses de lavar bilhões de dólares através de bancos globais, a fim de escapar das sanções impostas a Pyongyang por seu programa nuclear.

A rede lavou mais de 2,5 bilhões de dólares através de mais de 250 empresas de fachada em Tailândia, Líbia, Áustria, Rússia, China e Kuwait, a fim de driblar as sanções e comprar bens de que a Coreia do Norte necessita, além de enriquecer, segundo uma acusação apresentada em um tribunal de Washington.

A maioria dos acusados estavam associados a uma rede de sucursais "secretas" do norte-coreano Banco de Comércio Exterior, na lista negra. Entre eles estão duas pessoas que atuaram como presidentes do banco - Ko Chol Man e Kim Song Ui, e dois vice-presidentes.

Eles foram acusados de usar empresas de fachada para liquidar transações em dólares através de redes financeiras que passam pelos Estados Unidos, o que é ilegal para o Banco de Comércio Exterior e outras entidades submetidas às sanções nucleares e comerciais que os Estados Unidos impuseram à Coreia do Norte. /AFP

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