REUTERS/Cho Jung-ho/Yonhap
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EUA revisam arsenal nuclear de dissuasão

Medida atende a pedido do presidente Trump, que quer saber se é necessária uma modernização

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2017 | 21h14

WASHINGTON - Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira que começaram a revisar seu sistema de dissuasão nuclear para determinar as necessidades de modernização de seu arsenal, tal como ordenou o presidente americano, Donald Trump.

Em um comunicado, a porta-voz do Pentágono, Dana White, assegurou que o secretário de Defesa, James Mattis, pediu o início da avaliação do arsenal nuclear com a cooperação de várias agências federais. Espera-se que as conclusões sejam transmitidas ao presidente no final do ano.

A medida coincide com a crescente tensão com a Coreia do Norte, que tem ameaçado responder às agressões dos EUA com todos os meios, até mesmo nuclear. Ela também ocorre após os EUA bombardearem na Síria uma base aérea do regime de Bashar Assad depois de um ataque com gás sarin na Província de Idlib que deixou cerca de 100 mortos e de o Pentágono bombardear um sistema de cavernas e túneis do Estado Islâmico no Afeganistão com uma superbomba, chamada de "a mãe de todas as bombas".

A equipe que analisará as necessidades de modernização do arsenal nuclear e a estratégia de dissuasão de outras potências nucleares será liderada pelo subsecretário de Defesa, Bob Work, e o segundo chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Paul J. Selva.

Em 27 de janeiro, Trump pediu por meio de uma ordem executiva a avaliação da necessidade de modernizar o arsenal nuclear dos EUA para assegurar que o poder de dissuasão seja mantido, que os tempos de resposta sejam adequados e para ver se os mísseis continuam sendo seguros e adaptados às necessidades do século 21.

Os EUA mantêm vários mísseis nucleares em seu território, mediante uma frota de bombardeiros estratégicos e submarinos nucleares. / EFE

 

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