EUA: Romney quer 'algo dramático' para a economia

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, declarou que o banco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), não deveria tomar novas atitudes para estimular a economia do país. Em vez disso, ele pediu "algo dramático", sem explicar precisamente o que isso significa.

PRISCILA ARONE, Agência Estado

05 de agosto de 2012 | 15h01

Na medida em que o ex-governador de Massachusetts e o presidente Barack Obama se encaminham para as respectivas convenções de nomeação de seus partidos, as pesquisas mostram que a disputa será decidida por uma margem muito estreita e que os eleitores votarão principalmente em quem acham que pode criar mais empregos e estimular a recuperação da economia norte-americana.

"Eu posso afirmar com certeza que agora é a hora de algo dramático e não é hora de aumentar o tamanho do Estado. É hora de criar incentivos e oportunidades para empreendedores e para que empresas grandes e pequenas contratem mais. É isso que vai acontecer", disse Romney em entrevista à CNN que foi ao ar neste domingo.

Os dois candidatos não tiveram agenda de campanha neste domingo. Obama estava na residência presidencial de Camp David descansando e comemorando seu aniversário de 51 anos. Romney estava em seu retiro num lago de New Hampshire.

Neste domingo, a campanha de Romney colocou no ar um anúncio de televisão destacando sua visita recente a Israel. O republicano critica Obama por não visitar o país, onde esteve pela última vez durante sua campanha de 2008.

Romney disse várias vezes na última semana que suas políticas econômicas criariam 12 milhões de empregos em seu primeiro mandato. Pressionado a explicar como, ele disse durante a entrevista que isso é o que acontece num processo normal. "Quando temos este tipo de recessão como agora precisamos deste tipo de criação de empregos", disse ele. "Coisas boas acontecem quando você tem um setor privado que prospera."

Ao fazer campanha em Indiana, no sábado, Romney atacou o que chamou de "uma série extraordinária de fracassos políticos" do presidente Barack Obama.

Mas até agora, Romney tem sido lento na divulgação de detalhes sobre seus projetos econômicos. Ele repetiu sua oposição ao projeto de Obama de preservar os cortes fiscais, aprovados no governo de George W. Bush, para norte-americanos que ganham menos de US$ 250 mil por ano. A alíquota para os que ganham mais do que isso subiria para os níveis cobrados durante o governo de Bill Clinton.

Romney promete manter as reduções para todos, embora não tenha declarado como vai compensar das deduções. Obama diz que o projeto do republicano vai, no final, representar uma vantagem para os ricos e o pagamento mais alto para a classe média para compensar as deduções fiscais. Romney diz que não.

Impostos

David Axelrod, conselheiro de campanha de Obama, disse neste domingo que Obama pode desmentir as afirmações de que não pagou impostos por uma década simplesmente divulgando suas declarações de imposto de renda.

Na semana passada, o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, disse que "uma fonte extremamente confiável" afirmou que Romney não pagou impostos por dez anos, embora não tenha mostrado provas da afirmação e tenha se negado a dizer quem era a fonte.

Axelrod não tentou distanciar a campanha da afirmação. "Eu sem com quem Harry conversou. O ponto aqui...é que a campanha e Romney podem resolver isso em dez segundos", disse ele à Fox News, neste domingo.

"Por que ele não acaba logo com isso? O que ele está escondendo", disse Axelrod. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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