EUA sabiam do ataque israelense

Os Estados Unidos não vêem "uma solução militar" para crise no Oriente Médio e pediram a israelenses e palestinos que ponham fim ao banho de sangue que custou a vida de quase 500 pessoas desde a explosão da nova intifada (levante) palestina em 28 de setembro de 2000. Em uma declaração posterior à réplica israelense aos últimos atentados palestinos, o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, afirmou: "Reconhecemos o direito de Israel cuidar de sua própria segurança. No entanto, não acreditamos que exista uma solução militar para o conflito. Solicitamos a todas as partes que condenem publicamente a violência, façam o possível para pôr fim ao banho de sangue e trabalhem juntas na criação de um clima no qual se possa negociar as diferenças", acrescentou. O governo dos Estados Unidos foi informado antecipadamente por Israel sobre o ataque que estava prestes a lançar em Gaza e Ramallah contra a guarda pessoal do líder palestino, Yasser Arafat, como retaliação pela série de atentados palestinos. A Casa Branca e o Departamento de Estado mantiveram a máxima reserva sobre as informações recebidas e não expressaram até agora um juízo sobre o ocorrido, renovando o convite às partes para acabar com o banho de sangue. Segundo fontes extra-oficiais, o chanceler israelense Shimon Peres telefonou ao secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, enquanto este almoçava com o vice-presidente, Dick Cheney, com o secretário de Defesa, Dan Rumsfeldt, e com a conselheira para a Segurança Nacional, Condoleezza Rice.

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