Eric Baradat / AFP
Eric Baradat / AFP

EUA sancionam empresa chinesa por comprar petróleo iraniano

Anúncio feito pelo secretário de Estado americano é mais um episódio da escalada de tensões entre Washington e Teerã

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 01h47

MIAMI, ESTADOS UNIDOS - Os Estados Unidos impuseram sanções a uma empresa chinesa acusada de violar as restrições impostas à compra de petróleo iraniano, disse nesta segunda-feira, 22, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Segundo o chefe da diplomacia dos EUA, partindo de uma "campanha de pressão máxima", Washington está impondo sanções contra a empresa chinesa Zhuhai Zhenrong e seu diretor executivo, Youmin Li, por violar "a lei americana ao aceitar petróleo" do Irã.

"Não podemos permitir mais dinheiro para o Aiatolá, colocando em risco a vida de soldados, marinheiros, aviadores e fuzileiros navais americanos. É importante demais", disse Pompeo em discurso na 120ª Convenção Anual de Veteranos de Guerra Estrangeira (VFM, sigla em inglês), realizado em Orlando, na Flórida.

Em maio do ano passado, os EUA anunciaram sua retirada do acordo multilateral nuclear com o Irã, por entender que o país havia violado o espírito do tratado com o propósito de desenvolver armas nucleares em segredo. Em novembro de 2018, restabeleceu as sanções à exportação de petróleo iraniano, embora tenha concedido à China, principal comprador de petróleo do país, uma isenção de seis meses para encontrar fornecedores alternativos.

O anúncio desta segunda representa uma escalada nas tensões entre Washington e Teerã, depois dos ataques a embarcações no Golfo Pérsico, demolição de drones e a captura, na última sexta-feira, 19, por parte do Irã, de um petroleiro britânico. / EFE

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