EFE/EPA/JIM LO SCALZO
EFE/EPA/JIM LO SCALZO

Após ataque à Arábia, EUA sancionam fundos que financiam militares do Irã

Banco e Fundo Soberano iranianos são alvos de punições do departamento do Tesouro que, segundo Trump, são as maiores impostas ao país

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2019 | 14h52

WASHINGTON  - Os Estados Unidos impuseram nesta sexta-feira, 20, sanções ao banco nacional do Irã e o Fundo Nacional de Desenvolvimento do País, com o objetivo de evitar que Teerã tenha acesso a recursos usados para fins militares.

A medida é uma retaliação ao ataque a uma refinaria na Arábia Saudita no fim de semana, que segundo Washington e Riad é de autoria iraniana. 

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Segundo o presidente americano, Donald Trump, as medidas adotadas pelos EUA foram as maiores já impostas contra um país. As sanções foram pedidas por Trump ao secretário do Tesouro Steven Mnuchin na quarta-feira e detalhadas nesta sexta-feira.

De acordo com Mnuchin, o banco e o fundo soberano iranianos são a  última fonte de recursos de Teerã e o dinheiro é destinado para a Guarda Revolucionária, a elite militar do regime xiita.

Pentágono sugere opções militares a Trump

O presidente dos EUA planeja analisar nesta sexta-feira várias opções militares contra o Irã, mas segue reticente a autorizar uma intervenção em grande escala como retaliação pelos supostos ataques iranianos contra as refinarias sauditas. 

Vários integrantes da equipe de Segurança Nacional de Trump tinham uma reunião prevista para a quinta-feira com o objetivo de definir uma lista de possíveis alvos no Irã, informou o jornal The New York Times.

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Joseph Dunford, planejam apresentar essas opções a Trump nesta sexta-feira, durante uma reunião do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, segundo uma fonte oficial citada pela publicação.

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Na quinta, o Irã disse que qualquer ataque militar saudita ou americano resultaria em uma "guerra total".  As declarações do chanceler são a advertência mais direta de Teerã ao rival regional e aos americanos após o colapso de seu acordo nuclear com potências internacionais.

Desde que o presidente americano, Donald Trump, decidiu sair de forma unilateral do pacto, o número de ataque com drones atribuídos ao Irã no Estreito de Ormuz aumentou.

As declarações de Zarif também parecem ser uma resposta ao  secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que durante uma viagem à Arábia Saudita na quarta-feira se referiu aos ataques de sábado como um "ato de guerra".

Questionado pela emissora americana CNN sobre as consequências de um ataque de Washington ou Riad, Zarif declarou: "Guerra total". "Não teremos dúvidas quanto a defender nosso território", afirmou ele. / AFP e EFE

 

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