EFE/EPA/Ken Cedeno / POOL
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EUA aplicam sanções a três suspeitos de apoiar atividades da Al-Qaeda no Brasil

Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nota em que ressalta que o terrorismo é uma "ameaça global" e pregou cooperação com as autoridades brasileiras

Lauriberto Pompeu, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2021 | 14h38
Atualizado 22 de dezembro de 2021 | 21h36

BRASÍLIA - O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, 22, a inclusão em uma lista de sanções de três pessoas que mantiveram atividades no Brasil e são suspeitas de financiar o grupo terrorista Al-Qaeda.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nota em que ressalta que o terrorismo é uma "ameaça global" e pregou cooperação com as autoridades brasileiras. "Esta ação contra os apoiadores do terrorismo internacional, sediados no Brasil, ressalta que o terrorismo é uma ameaça global que requer ação e cooperação global. Estamos empenhados a continuar o trabalho em estreita colaboração com nossos parceiros brasileiros para combater esta ameaça."

A decisão de incluir os suspeitos na lista de sanções foi informada ao Palácio do Planalto, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Polícia Federal.

Por decisão do Departamento de Tesouro americano foi incluído nas punições Haytham Ahmad Shukri Ahmad Al-Maghrabi, que chegou ao Brasil em 2015 e foi um dos primeiros integrantes de uma das redes da Al-Qaeda.

Mohamed Sherif Mohamed Awadd, que chegou ao País em 2018 e estava envolvido em falsificação de dinheiro, também faz parte das sanções. Awadd é dono da Home Elegance Comércio de Móveis, empresa sediada em São Paulo. Ahmad Al-Khatib também passou a fazer parte da lista, ele é o dono da Enterprise Comércio de Móveis e Intermediação de Negócios EIRELI, outra empresa do ramo de móveis, que também fica em São Paulo.

Tanto Ahmad, quanto Awadd são suspeitos de terem ajudado, com apoio financeiro e tecnológico, Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim, que em 2019, passou ser procurado pelo FBI por suspeitas de ter agido em nome de Al-Qaeda.

A decisão permite ao governo americano bloquear bens, desde que estejam nos Estados Unidos ou no controle deles. Todas as propriedades ligadas aos indivíduos incluídos na lista são afetadas. A lista também é observada por bancos globais e dificulta as empresas fecharem negócios com aqueles que são alvos.

Procurados pelo Estadão, Awad e Al-Khatib não quiseram dar entrevista. 

"As designações de hoje ajudarão a negar o acesso da Al-Qaeda ao setor financeiro formal para gerar receita para apoiar suas atividades", declarou, por meio de nota,  Andrea Gacki, diretora do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), responsável por organizar a lista de sanções. "As atividades desta rede sediada no Brasil demonstram que a Al-Qaeda continua sendo uma ameaça terrorista global generalizada", completou.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia determinado sanções ao Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo de crime organizado que atua no Brasil. Na divulgação, os EUA classificaram o PCC como o mais poderoso grupo do crime organizado do Brasil e um dos mais poderosos do mundo.

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