EUA são acusados de alimentarem ódio contra árabes

Um importante grupo de direitos humanos árabe criticou hoje a resposta dos líderes norte-americanos aos atentados terroristas de 11 de setembro, afirmando que acusações iradas estariam alimentando ataques contra árabe-americanos.A Organização Árabe para os Direitos Humanos destacou o termo "cruzada" - usado pelo presidente dos EUA, George W. Bush, para descrever o que ele afirmou ser uma nova guerra contra o mal.De acordo com o grupo, as autoridades norte-americanas estão apontando as suspeitas somente para árabes e muçulmanos e liberando listas de suspeitos sem checar adequadamente sua veracidade. "Todos os procedimentos até agora contribuíram para criar uma tendência agressiva e espalhar um espírito de ódio", afirma o grupo, que tem base no Cairo.A organização elogiou a visita de Bush a um centro islâmico em Washington, onde ele afirmou que os cidadãos que se voltassem contra os árabe-americanos deveriam se sentir "envergonhados". Mas o grupo pede medidas mais concretas por parte de Washington para que os direitos constitucionais dos cidadãos de origem árabe sejam respeitados.Casos de agressões contra muçulmanos, hindus e sikhs se proliferaram pelos Estados Unidos depois dos ataques terroristas de terça-feira passada. Um sikh foi assassinado no Arizona no sábado passado porque o assassino supostamente o confundiu com um muçulmano.Os Estados Unidos identificaram o dissidente saudita Osama bin Laden, um milionário muçulmano, como o principal suspeito pelos atentados em Nova York, Washington e Pensilvânia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.