EUA se dispõem a iniciar conversas com a Coréia do Norte

Apenas dois dias depois de sua oferta de diálogo com a Coréia do Norte, os EUA se dispuseram hoje a iniciar conversações com o regime comunista de Pyongyang sobre o programa nuclear norte-coreano, cuja reativação no mês passado provocou uma crise.O representante da Coréia do Norte nas Nações Unidas, Han Song-ryol, recebeu permissão para viajar para o Novo México para encontrar-se com o ex-embaixador dos EUA na ONU, Bill Richardson, que é governador desse Estado.De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, Richardson telefonou para o Departamento de Estado quando Han entrou em contato com ele pedindo um encontro, e o secretário de Estado, Colin Powell, disse a Richardson que não fazia nenhuma objeção.Na terça-feira, numa importante mudança de posição, os EUA ofereceram o diálogo incondicional com a Coréia do Norte para discutir o desmantelamento de seu programa nuclear, advertindo que não oferecerão nenhum novo incentivo a Pyongyang.Antes, os EUA exigiam o congelamento do programa nuclear para iniciar o diálogo, e a Coréia do Norte exigia um pacto de não-agressão.Na quarta-feira, Fleischer disse que agora era a vez da Coréia do Norte tomar a iniciativa, caso desejasse conversar. Um alto funcionário informou que Powell disse a Richardson para deixar claro que ele não estava falando em nome dos EUA e reiterar que a posição americanas de que Washington está pronto para conversar, mas não renegociar o antigo acordo de 1994.Segundo o jornal The Washington Post, Powell disse que um acordo sobre a crise nuclear poderia incluir uma garantia formal de que os EUA não planejam atacar a Coréia do Norte. "Já deixamos claro que não temos intenções agressivas. Aparentemente, eles querem algo mais que uma declaração", disse Powell, ressaltando, contudo, que Washington continuará insistindo em que a Coréia do Norte cumpra com seus acordos anteriores.A Coréia do Norte também aceitou hoje manter conversações de alto nível com a Coréia do Sul durante quatro dias, a partir do dia 21. O anúncio foi feito depois que um enviado do presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, disse ter recebido o apoio de Washington para uma mediação da Coréia do Sul na crise.

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