EUA se dizem dispostos a dialogar com a Coréia do Norte

O secretário de Estadonorte-americano, Colin Powell, disse hoje que os EUA estãodispostos a dialogar com a Coréia do Norte para resolver a criseem torno do programa nuclear norte-coreano, mas não darãonenhuma ajuda a Pyongyang a menos que o regime comunista mudesua conduta.A Coréia do Norte, por sua vez, advertiu que "a confrontaçãocom os imperialistas é inevitável se não abandonarem suanatureza agressiva e predadora", em artigo no jornal do PartidoComunista no poder, o Rodong Sinmun.O governo norte-coreano também acusou os EUA de tentarem"ameaçá-lo, chantageá-lo e destruí-lo com armas nucleares",segundo um comunicado da chancelaria da Coréia do Norte,divulgado pela agência oficial KCNA.Mas, de acordo com a agência France Presse, apesar de advertirque não cederá às pressões dos EUA, a Coréia do Norte informouque espera chegar a um acerto "pacífico" na disputa.O governo norte-coreano já havia dito que estava disposto aceder se Washington firmasse um acordo de não-agressão. Contudo,o governo dos EUA descartou tal possibilidade a menos quePyongyang renuncie primeiro a suas ambições nucleares.A crise foi desatada após a Coréia do Norte anunciar no começodo mês que reativará o reator nuclear de Yongbyon para suprirsuas necessidades de energia elétrica. A decisão foi tomada depois que EUA e aliados suspenderam ofornecimento de petróleo, após um funcionário norte-coreanorevelar que Pyongyang estava mantendo secretamente seu programanuclear.O reator tinha sido fechado em 1994, com base em um acordo noqual os EUA e aliados se comprometiam a fornecer petróleo àCoréia do Norte até a construção de dois reatores de água leve eem troca Pyongyang se comprometia a congelar seu programanuclear.A situação agravou-se ainda mais esta semana após a Coréia doNorte transferir mil barras de combustível enriquecido para oprédio onde fica o reator de Yongbyon e de expulsar osinspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).Os três inspetores que vigiavam o reator deverão deixarPyongyang até amanhã."Há canais abertos", disse Powell em entrevista à tevê ABC."E eles sabem como entrar em contato conosco." E acrescentou:"O que eles querem não é uma discussão. Eles querem receberalgo para que detenham sua má conduta. O que não podemos fazer éiniciar de imediato uma negociação para apaziguá-los."Powell disse, contudo, que o subsecretário de Estado, JamesKelly, viajará em breve à Coréia do Sul para reunir-se comfuncionários norte-coreanos. "Acreditamos que é muitoimportante que, diante desta grave situação, permaneçamos emcontato."

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