Erin Schaff / The New York Times
Erin Schaff / The New York Times

EUA se dizem dispostos a retomar negociações com Coreia do Norte para desnuclearização

Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, convidou o ministro norte-coreano das Relações Exteriores para uma reunião na próxima semana com o objetivo de completar o processo até janeiro de 2021

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2018 | 02h35
Atualizado 20 Setembro 2018 | 08h47

WASHINGTON - Os EUA estão dispostos a retomar as negociações com a Coreia do Norte em busca de uma completa desnuclearização da Península Coreana em até três anos, segundo diplomatas americanos. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que convidou o ministro norte-coreano das Relações Exteriores para uma reunião na próxima semana com o objetivo de completar o processo até janeiro de 2021.

O anúncio foi feito após a declaração do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, sobre a vontade do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, de realizar uma nova reunião com o presidente americano, Donald Trump. "O presidente Kim Jong-un expressou o desejo de uma segunda cúpula com o presidente Trump em uma data breve", declarou o líder sul-coreano à imprensa em Seul ao voltar da viagem a Pyongyang, onde foi realizada a terceira cúpula intercoreana.

Na quarta-feira, 19, Kim se comprometeu a desmantelar suas principais instalações militares, com o fechamento do local de testes de mísseis de Tongchang-ri e do centro nuclear de Yongbyon, o principal do país, desde que Washington adote as "medidas correspondentes". De acordo com Moon, Pyongyang permitirá que especialistas dos "países interessados" acompanhem o encerramento das atividades nesses locais.

Dúvidas

Alguns oficiais americanos envolvidos nas conversas entre EUA e Coreia do Norte duvidam das intenções de Kim e sugerem que ele está tentando aliviar a pressão econômica sobre ele para encerrar seu programa nuclear. Os funcionários acreditam que o líder norte-coreano tem outras instalações nucleares secretas, além das que prometeu fechar.

Em junho, Kim e Trump participaram de uma histórica cúpula em Cingapura. Na ocasião, o líder norte-coreano reiterou o compromisso de Pyongyang a favor da desnuclearização da península, mas sem dar detalhes. EUA e Coreia do Norte divergem sobre o sentido desse compromisso.

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Washington exigia "uma desnuclearização definitiva e completamente verificada", enquanto Pyongyang queria uma declaração oficial dos EUA colocando um fim à Guerra da Coreia, que terminou em 1953 com um simples armistício. / REUTERS e AFP

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