EUA se dizem 'preocupados' com violência no Egito e pedem contenção

Para Casa Branca, é importante que egípcios 'avancem em direção à transição democrática'

estadão.com.br

21 de novembro de 2011 | 18h00

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos se pronunciou "profundamente preocupado" com os novos episódios de violência no Egito, pediu a "contenção" das partes e afirmou esperar a continuação da transição democrática no país do norte africano, informou a agência de notícias AFP nesta segunda-feira, 21.

 

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"Estamos profundamente preocupados com a violência", afirmou Jay Carney, porta-voz da Casa Branca. "Pedimos que todas as partes mostrem contenção", continuou, acrescentando que é "importante que o Egito continue avançando" na direção de uma transição democrática. Mais cedo, também nesta segunda-feira, o Pentágono reagiu de forma semelhante, ao pedir que todas as partes envolvidas na crise do Egito mostrem "moderação".

 

O Egito vive uma nova onda de violência desde o sábado, quando milhares de manifestantes tomaram a Praça Tahrir, no centro do Cairo, para protestar contra o gabinete apontado pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, que governa o país provisoriamente desde a queda do regime de 30 anos de Hosni Mubarak.

 

A violência do último final de semana deixou ao menos 24 mortos e centenas de feridos. Houve vários enfrentamentos entre os manifestantes e as forças de segurança, que já haviam entrado em confronto no local em fevereiro, durante a revolução que terminou com a queda de Mubarak.

 

Os militares afirmam que entregarão o poder aos civis apenas após as eleições presidenciais, as quais prometeram vagamente realizar em 2012 ou até em 2013. Os manifestantes pedem uma transição imediata para um governo civil. A atual onda de violência resultou na renúncia do atual gabinete.

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