EUA se oferecem para ajudar na operação de busca

A NTSB diz que monitora situação na Indonésia, mas não recebeu pedido de ajuda; um dos passageiros teria passaporte americano

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2014 | 02h02

Os Estados Unidos se ofereceram para auxiliar a Marinha da Indonésia nas buscas. A Segurança Nacional de Transporte Aéreo (NTSB, em inglês) afirmou que está monitorando a situação e que está pronta para auxiliar na investigação, caso seja necessário.

"Se pedirem, poderemos fornecer investigadores que atuariam como assessores técnicos da agência que liderará as buscas", disse um porta-voz da NTSB. Mas, segundo o Pentágono, os Estados Unidos ainda não tinham recebido nenhum pedido de ajuda por parte da Marinha da Indonésia.

"Como fizemos no passado, os EUA estão dispostos a ajudar de qualquer maneira que seja útil", informou um funcionário do Departamento de Estado. Ele afirmou que um dos 155 passageiros que estavam a bordo do avião viajava com passaporte americano.

Segundo a Casa Branca, o presidente Barack Obama, atualmente em férias no Havaí, foi informado sobre o acidente. Este ano, os Estados Unidos forneceram ajuda civil e militar para tentar encontrar rastros de um avião da Malaysia Airlines que desapareceu em 8 de março com 239 pessoas a bordo, mas ele nunca foi encontrado.

O avião da AirAsia que desapareceu ontem em território da Indonésia com 162 pessoas a bordo provavelmente caiu no mar próximo à Ilha de Belitung, entre Sumatra e Bornéu, indicaram fontes da Agência Nacional de Busca e Resgate.

Um funcionário da agência disse ao jornal indonésio Jakarta Post que acreditam que o Airbus 320-200 caiu no mar a 03.22.46 latitude sul e 108.50.07 longitude leste.

Esse ponto está entre 148 e 185 quilômetros da Ilha de Belitung. Um Boeing da Força Aérea da Indonésia, três helicópteros e seis navios participam das operações de rastreamento, e Cingapura ajuda com outro avião, um C130, e um navio de guerra. O mau tempo dificultava as operações de busca, realizadas em uma área de quase 200 km². A visibilidade no local, segundo a Marinha, variava entre dois e 5 quilômetros.

O diretor interino de transportes, Djoko Murjatmodjo, disse que os controladores de voo de Jakarta tinham dado autorização para que o avião saísse da rota pelo mau tempo, mas não ascendesse a 38 mil pés em razão das condições de tráfego e porque precisavam confirmar com outros controladores da região. Cerca de 3 minutos depois o avião já havia desaparecido dos radares.

O escritório de investigação da França (BEA) enviou uma equipe a Jacarta, na Indonésia, para ajudar nas buscas. A BEA afirmou em um comunicado que dois investigadores se juntarão aos especialistas técnicos da Airbus.

Austrália, Grã-Bretanha, Coreia do Sul e Índia também ofereceram aviões, navios e especialistas para ajudar nas buscas.

A aeronave, um Airbus A320, perdeu contato com a torre de controle durante um voo de Surabaya, na Indonésia, a Cingapura. Segundo as autoridades, o avião viajava com altitude elevada para evitar o mau tempo. O contato com o avião foi perdido às 7h24 (horário local), cerca de 40 minutos depois da decolagem e depois de os pilotos receberem autorização para desviar da rota em razão do mau tempo.

O comandante indonésio era experiente, o avião foi entregue pela Airbus à AirAsia em 2008 e a aeronave havia passado por manutenção em meados de novembro.

Centros de crises para atender aos parentes e amigos dos passageiros foram montados na maior cidade portuária da Indonésia e em Cingapura. Cerca de 100 pessoas foram afastadas da imprensa em uma bem vigiada sala no aeroporto de Surabaya, onde aguardavam informações sobre a operação de busca à aeronave desaparecida e recebiam atenção médica e psicológica. / REUTERS e FRANCE PRESSE

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