EUA se preocupa com americanos lutando na Síria

Membros do governo federal dos Estados Unidos acreditam que há norte-americanos participando da sangrenta guerra civil na Síria. O Departamento de Estado não tem estimativas de quantos cidadãos podem ter pego em armas contra os apoiadores do regime de Bashar Assad, mas há temores de uma radicalização. Representantes do FBI temem ainda que aqueles que voltarem para os EUA representem uma ameaça a segurança.

Agência Estado

30 de novembro de 2013 | 19h38

Este ano, ao menos três americanos foram acusados de planejarem lutar ao lado da Jabhat al-Nusrah, uma organização islâmica radical que os EUA consideram ser um grupo terrotista. O caso mais recente envolve um paquistanês que vivia na Carolina do Norte que foi preso a caminho do Líbano.

Durante uma audiência no comitê de segurança nacional do Senado este mês, o senador Thomas Carper disse que "é sabido que cidadãos americanos, assim como canadenses e europeus, pegaram em armas na Síria, no Iêmen e na Somália". "A ameaça de que esses indivíduos possam retornar ao país para comandar ataques é real e perturbadora", afirmou.

A audiência ocorreu cerca de duas semanas antes de o FBI e outros oficiais prenderem Basit Sheikh, de 29 anos, no aeroporto de Raleigh-Durham, na Carolina do Norte. A suspeita é de que ele viajava para se juntar a Jabhat al-Nusrah. Sheikh, um residente legal dos Estados Unidos, vivia tranquilamente e sem qualquer registro criminal no subúrbio da cidade de Raleigh, a capital do Estado. Uma prisão parecida aconteceu em abril em Chicago. Em setembro, autoridades na Virginia soltaram o veterano do exército acusado de lutar junto com o grupo islâmico após um acordo secreto.

Em agosto, o ex-diretor do FBI Robert Mueller disse à rede de TV ABC que estava preocupado com os americanos que estavam lutando na Síria. Mais especificamente, disse que se preocupava com "as associações que eles iriam fazer e, em segundo lugar, com a expertise que iriam desenvolver para realizarem ataques quando voltassem para casa".

James Comey, atualmente no cargo de diretor, disse este mês que se preocupava com a possibilidade de a Síria repetir o Afeganistão de 1980. O FBI se recusou a dizer se tem direcionado agentes para a tarefa de impedir a ligação de americanos com grupos sírios. Fonte: Associated Press.

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