EUA se preparam para novos ataques aéreos no Iraque

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem evitado usar força militar na região, mas autorizou os ataques aéreos devido à crescente ameaça imposta pelos insurgentes

Estadão Conteúdo

08 de agosto de 2014 | 18h13

Os EUA estão preparados para dar continuidade aos ataques aéreos no Iraque e também para enviar mais aeronaves com recursos para as minorias étnicas refugiadas após o ataque de militantes no norte do país, afirmou o governo norte-americano nesta sexta-feira. "Se houver poder militar que possamos usar para apoiar as forças do Curdistão que operam no solo, então certamente nós vamos procurar uma oportunidade para fazer isso", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

Mais cedo, aviões norte-americanos destruíram bases e comboios de extremistas do Estado Islâmico (antigo Estado Islâmico do Iraque e do Levante) em uma tentativa de barrar o avanço do grupo em direção à capital curda, Erbil. O presidente dos EUA, Barack Obama, tem evitado usar força militar na região, mas autorizou os ataques aéreos devido à crescente ameaça imposta pelos insurgentes.

"Nós continuamos preocupados com a capacidade militar mostrada pelo Estado Islâmico, e por isso o presidente decidiu tomar medidas, incluindo a autorização do uso da força militar, o que protegeria cidadãos norte-americanos também ameaçados pelo grupo", afirmou o porta-voz. Questionado se os EUA iriam retirar seus funcionários da região, Earnest respondeu que essa ainda é uma opção, mas que os norte-americanos estavam realizando um trabalho importante no Iraque e que estão sendo protegidos pelos militares.

Segundo o representante da Casa Branca, o objetivo final é ajudar o novo governo iraquiano a eliminar o perigo imposto pelo Estado Islâmico. "É difícil imaginar um cenário onde teríamos um Iraque estável, uma situação segura e sob controle, com um grupo como o Estado Islâmico operando nas margens", disse. "E é por isso que os Estados Unidos acreditam que apenas os iraquianos podem resolver esse problema". Fonte: Dow Jones Newswires

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