Foto: Michael Reynolds|EFE
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EUA se preparam para reduzir verba destinada à programa de refugiados palestinos da ONU

A ideia do presidente Trump, que ainda não teria tomado uma decisão final, é reduzir pela metade ou até inteiramente a primeira parcela do ano, estimada em US$ 125 milhões

AP, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2018 | 18h57

WASHINGTON – O governo do presidente Donald Trump se prepara para reduzir ou cortar completamente as dezenas de milhões de dólares da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que trabalha com refugiados palestinos.

Segundo autoridades que falaram à Associated Press, a ideia é reduzir pela metade ou até inteiramente a primeira parcela do ano destinada à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês), e tornar o pagamento das próximas parcelas contingente a mudanças na Organização das Nações Unidas (ONU).

Trump ainda não teria tomado uma decisão final, mas o mais provável é que ele autorize uma diminuição da verba norte-americana destinada ao programa. A primeira parcela é estimada em US$ 125 milhões, mas o governo deve pagar apenas US$ 60 milhões.

Para receber as demais contribuições, a UNRWA, que enfrenta forte críticas por parte de Israel, precisaria demonstrar mudanças significativas em suas operações, disseram as autoridades, acrescentando que uma das sugestões seria a de forçar os palestinos a voltar à mesa de negociações do processo de paz com Israel.

No domingo, o Departamento de Estado afirmou que "a decisão ainda não foi tomada e que o assunto ainda está em discussão". A Casa Branca não comentou o tema.

A decisão sobre o assunto pode sair já na próxima terça-feira, disseram essas autoridades. O plano tem apoio do secretário de Estado, Rex Tillerson, do secretário de Defesa, James Mattis, e Nikki Haley, embaixadora norte-americana na ONU.

Haley quer cortar completamente o dinheiro norte-americano para os palestinos, numa tentativa de forçá-los a voltar à negociação de paz com Israel, que está parada há anos. Tillerson e Mattis, no entanto, julgam que encerrar toda a assistência aos palestinos pode ter um efeito ruim sobre a negociação e a instabilidade na região.

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