EUA se reservam direito de atacar o Irã

Os Estados Unidos se reservam o direito como último recurso, de agir militarmente contra o Irã paraimpedir que esse país produza armas nucleares, declarou hoje o subsecretário de Estado americano, John Bolton. "Masessa opção está, por enquanto, muito distante de nossoespírito", acrescentou ele em entrevista à BBC, e em meio adois novos casos de iranianos que, pela manhã, tentaram seimolar na capital britânica como protesto pela detenção, emParis, de 165 supostos membros do movimento extremista Mujahedindo Povo. Bolton lembrou que o presidente americano, George W. Bush,declarou em várias ocasiões que, no caso iraniano, todas asopções estavam sobre a mesa, ressalvando, porém, que umaintervenção (militar) não só não era uma preferência dos EstadosUnidos como estava longe de seu espírito. Mas quando indagadosobre a possibilidade de um ataque militar, foi categórico:"Essa deve ser uma opção." Além de subsecretário de Estado,Bolton é encarregado do controle de armamentos e de segurançainternacional dos EUA. Em Moscou, o ministro russo de Energia Atômica, AlexandreRumaniatsev, disse que seu país só fornecerá combustível nuclearao Irã se este país se submeter integralmente às inspeções daAgência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A propósito, o governo iraniano reagiu hoje às exigências daAIEA de cooperação do Irã e acesso irrestrito de seus inspetoresàs instalações nucleares do país. Informou que não vai permitirque os inspetores colham amostras do meio ambiente - uma dasprincipais reivindicações da AIEA para determinar se Teerãdesenvolve ou não um programa militar atômico.Imolações - Os iranianos que tentaram o suicídio pelo fogo nacapital britânica foram socorridos com rapidez e, aparentemente,sofreram apenas queimaduras leves. Eles participavam de protestodiante da sede da Embaixada da França. Dos 165 iranianos presos na quarta-feira, 22 continuamdetidos e submetidos a interrogatório - entre eles Maryan,mulher de Masud Radjavi - líder máximo dos Mujahedin do Povo.Hoje, o juiz Jean-Louis Bruguere prorrogou por mais 48 horas adetenção dela. As autoridades francesas querem esclarecer aorigem de quase US$ 8 milhões encontrados em poder do grupo -classificado de terrorista pelos EUA e União Européia. Hoje, refugiados iranianos voltaram às ruas de Paris paraprotestar contra as prisões, apesar da proibição das autoridadespoliciais. Desde quarta-feira, 208 manifestantes foram presos.Segundo a polícia, para impedir que se imolassem.

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