EUA seguirão plano de paz, mesmo com crise israelense

Ao mesmo tempo em que procura não se envolver na crise política israelense, o governo dos Estados Unidos reafirmou nesta quinta-feira seu compromisso de acabar com a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e buscar o estabelecimento de um Estado palestino independente e soberano, em 2005.As metas fazem parte de um "guia" para a paz aprovado também por Rússia, União Européia (UE) e Organização das Nações Unidas (ONU). Diplomatas norte-americanos analisam a situação no Oriente Médio, mesmo em meio à incerteza sobre se os Estados Unidos irão à guerra contra o Iraque.O ministro alemão das Relações Exteriores, Joshcka Fischer, afirmando a posição de seu país como o melhor amigo de Israel na Europa, endossou os esforços diplomáticos e o objetivo de se criar um Estado palestino.Durante um café da manhã com jornalistas, Fischer refutou a idéia de que o governo norte-americano não está desempenhando um papel ativo na região.O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, aceita a criação de um Estado para os palestinos. Porém, ele defende que o processo deve transcorrer de forma gradual e oferece bem menos que seu antecessor, Ehud Barak.Apesar da mediação do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, o líder palestino Yasser Arafat rejeitou a proposta de Barak, devido a alguns pontos em negociação que não eram abordados no documento.Nesta quinta-feira, o governo do presidente George W. Bush preferiu não comentar o impacto do rompimento da coalizão governamental de Sharon sobre o andamento do processo de paz. "Governos democráticos superam esses problemas", limitou-se a dizer Richard Boucher, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.Segundo ele, os objetivos norte-americanos para o Oriente Médio não mudaram. A solução prescrita pelos Estados Unidos e seus parceiros para o fim do conflito engloba o fim da violência na região, o fim da ocupação israelense, reformas das instituições governamentais palestinas e um acordo definitivo no prazo de três anos, resumiu Boucher.

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