EUA: Senado revoga norma contra gays declarados nas Forças Armadas

Projeto de lei deve ser sancionado pelo presidente Barack Obama até o final do ano; lei conhecida como 'Don't Ask Don't Tell' durou 17 anos

Efe e AP,

18 de dezembro de 2010 | 16h02

WASHINGTON - O Senado norte-americano aprovou, por 63 votos a favor e 33 contra, a revogação de uma norma que proíbe os homossexuais das Forças Armadas de revelarem sua orientação sexual. A proibição perdurou por 17 anos. A iniciativa de hoje deve ser levada à sanção do presidente Barack Obama até o final do ano.


Veja também:

linkObama pede a Senado que aprove tratado com Rússia

linkSenado dos EUA derruba lei sobre cidadania a imigrante

 

O projeto foi aprovado quarta-feira na Câmara dos Representantes por 250 votos a favor e 174 contra.

 

Obama prometeu durante sua campanha presidencial que iria lutar para derrubar a lei conhecida como "Don't Ask, Don't Tell" (DADT, "Não pergunte, não conte"), aprovada no governo do presidente Bill Clinton em 1993 e que permitiu a expulsão de 13.500 membros das Forças Armadas por terem se declarado abertamente gays.

 

A lei permite que pessoas de tendência homossexual sejam membros das Forças Armadas, desde que não revelem sua orientação sexual, que na sua época foi considerado um "meio termo" entre a proposta de Clinton de derrubar a proibição e os que achavam que o homossexualismo prejudicaria as Forças Armadas.  .

 

Conforme o estipulado projeto de lei, o presidente e seus principais assessores militares devem garantir que a revogação da proibição não prejudique os militares, portanto as mudanças passarão só entram em vigor 60 dias após a sanção do presidente.

 

A campanha dos democratas a favor da medida foi intensificada após a publicação, em novembro deste ano, de um estudo do Pentágono que concluiu que a revogação da lei não iria afetar os militares. O estudo indicava que 70 por cento dos inquiridos militares acreditavam que o impacto seria "positivo, misto ou inexistente."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.