EUA: senador pró-armas sugere controle à venda de rifles

O pedido para um controle mais rígido na venda de armas nos Estados Unidos ganhou impulso nesta segunda-feira, quando o senador Joe Manchin III, da Virgínia Ocidental, democrata e forte defensor do direito de usar armas, disse que chegou a hora de "se mover além da retórica" e sugeriu que está aberto para discutir limites à venda de rifles de assalto. Manchin III foi governador da Virgínia Ocidental entre 2005 e 2010, quando foi eleito para o Senado, e sempre defendeu a livre venda de armamentos. Os comentários do senador foram feitos logo após o massacre de 26 pessoas na semana passada, em uma escola primária de Connecticut, das quais 20 eram crianças entre 5 e 10 anos. A 27ª vítima foi o atirador, Adam Lanza, de 20 anos, que suicidou-se após desfechar a matança. Lanza usou um rifle de assalto, além de duas pistolas semiautomáticas.

AE, Agência Estado

17 de dezembro de 2012 | 18h32

Manchin III tem ligações com a poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA, pela sigla em inglês) o lobby da indústria de armas nos EUA. Ele recebeu uma nota "A" da entidade empresarial, que defende a livre venda de armas sem restrições. Manchin III disse que os políticos "precisam ter uma discussão e chegar a um senso comum, de uma maneira razoável". Ele disse que "tudo precisa estar em cima da mesa" e expressou espanto, quando questionado sobre se um cidadão comum precisaria de um rifle de assalto para uso cotidiano. "Eu não conheço ninguém, nem mesmo caçadores, que usem ou precisem de rifles de assalto", ele disse.

Os comentários de Manchin III foram feitos enquanto os senadores democratas pressionam para que em janeiro seja apresentada uma legislação que restrinja a venda de armas. O controle de armas foi um assunto amplamente discutido no início da década de 1990, quando o Congresso promulgou a proibição por 10 anos do porte de armas. Mas desde o término da proibição, em 2004, poucos norte-americanos manifestaram o desejo que o país tenha leis mais rígidas sobre o assunto.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.